O Meu Nome Era Eileen – Ottessa Moshfegh (Alfaguara, 2017)

Deste romance de estreia de Ottessa Moshfegh se poderia dizer que tem tudo para falhar. Tem tudo, mas não há nada nele que confirme esse vaticínio de catástrofe. Porque se salva da asfixia causada por uma primeira pessoa sufocante, um enredo concentracionário encurralado pela mágoa, castigado pelo ressentimento, consumido por uma raiva que poderia escaqueirar …

As Coisas Que Perdemos no Fogo – Mariana Enriquez (Quetzal, 2017)

Nos doze contos que compõem As Coisas Que Perdemos no Fogo, Mariana Enriquez põe ao serviço da escrita princípios como fantástico, sobrenatural e, num quadrante distante, naturalismo. Que a escritora abarque tão admiravelmente esse inconciliável já deve ser tido por indício da sua força expressiva e da segurança da sua arte. Talvez não se devesse …

Japandroids – Maus Hábitos, 17/08/2017

Em vésperas do concerto no Vodafone Paredes de Coura, Brian King and David Prowse, conhecidos mundialmente como Japandroids, escolheram o Maus Hábitos, espaço mítico da Invicta, para iniciarem a sua digressão mundial, com um concerto intimista para umas dezenas de privilegiados, anunciado apenas dois dias antes na página de Facebook da banda. Com um alinhamento repleto …