Timão de Atenas – Rivoli, 13/04/2018

Timão de Atenas mantém o interesse que Nuno Cardoso tem demonstrado na última década pelo tratamento das outras crises que aquela que é económica nos chama a pensar. Para isso, remete os clássicos para o mundo em que estamos imersos, com vários objetos que materializam essa imersão enquanto adereço cénico.

Ensina-me a voar sobre os telhados – João Tordo (Companhia das Letras, 2018)

“o autor não deixa de nos fazer voar sobre os telhados, um voar lúgubre, uma visitação à condição humana, aos desejos de um velho por uma rapariga jovem, à estupidez da morte, da incapacidade, da deficiência, do divórcio, do vício e da solidão, com meros vislumbres do riso e do amor que aqui, não aparece nunca como solução mas antes como aprendizagem.”

O Teatro da Amante Inglesa (Marguerite Duras)- Teatro da Politécnica, 31/03/2018 

A Artistas Unidos propõe-nos O Teatro da Amante Inglesa, de Marguerite Duras, uma das grandes referências da literatura francesa do século XX. Obra inacabada mas, ainda assim, tão imperfeita quanto pode ser a perfeição de Duras, na recriação de um crime real e grotesco cometido em dezembro de 1949, em Savigny-Sur-Orge, na região de Essone, …

O Apelo Selvagem – Jack London (Bertrand Editora, 2017)

O livro vive da importância das coisas simples, das forças telúricas da fome e do frio, simplicidade que se estende às palavras de London, às personagens, aos cenários. Sem figuras de estilo complexas, ou adjectivação criativa, o léxico usado pelo escritor é o das pedras, da água, do cansaço, da dor, do amor, da raiva, da vingança, presentes em Buck em estado bruto.