Laços – Domenico Starnone (Alfaguara, 2018)

Por aqui encontramos um romance fluido e inteligente que, em meras 141 páginas, abarca cerca de quatro décadas (…) da vida de uma família italiana tradicional (…).Mas mais do que isso, Starnone resiste à tentação de fazer um romance longo, para concentrar a atenção do leitor em eventos e emoções definidores, num trabalho minucioso de contenção e, certamente, de edição por parte do autor.

A Glória e seu Cortejo de Horrores – Fernanda Torres (Companhia das Letras, 2017)

A história é-nos contada, quase na sua totalidade, na primeira pessoa, como um diário escrito pelo protagonista, Mário Cardoso, actor carioca de meia-idade e ídolo caído das novelas que, consciente da sua decadência, tenta recuperar o brilho de outrora regressando ao início de tudo, ao teatro, com a encenação de uma versão de “Rei Lear”, tragédia shakesperiana de 1606.