O Arranca-Corações – Teatro São Luiz, 17/02/2019

“Estávamos a contar com uma peça estranha, pois estranho é o próprio romance de Boris Vian. E entendemos que, como o fez Vian ao leitor, quis Nunes desestabilizar o seu espectador. Mas não podemos dizer que tal foi conseguido com a mesma taxa de sucesso. Enquanto no romance de Boris Vian encontramos um confronto entre realidades dicotómicas e inversas, nesta peça infelizmente o espectador encontra apenas a vertente mais negra…”

Teoria King Kong – Virginie Despentes (Orfeu Negro, 2016)

Para além de olhar apenas para o binarismo homem/mulher cis (…), Despentes parte sempre da experiência pessoal para abordar questões diretamente relacionadas com as mulheres, como a violação, a prostituição ou a pornografia, todas elas com direito a um capítulo individual do livro, correndo assim o risco de tornar este manifesto, potencialmente inclusivo de várias vivências do feminino (…), numa história única.

Confissões de um Coração Ardente – CCB, 16/02/2019

“O desencanto perante a vida, único elo entre os seis personagens em estágio mais ou menos semelhante de balanço entre o que viveram, o que são, e qual a fé, ou ausência, que os move, poderia, a nosso ver, ter resultado em algo mais apelativo e que não sobrevivesse somente à custa do enorme mérito de quem dá corpo e voz às personagens e também, porque não, à memória do incontornável Dostoiévski.”