home Didascálias, TEATRO FÃ – TeCA 22/01/2017

FÃ – TeCA 22/01/2017

No passado dia 22, encontramos um Teatro Carlos Alberto (TeCA) repleto de miúdos ansiosos por assistir a , uma reinterpretação de “O Fantasma da Ópera” (sem todo o peso do formalismo dos musicais datados) e de outros espectros da literatura mundial, com um argumento simples e certeiro de Regina Guimarães e música original dos Clã, também eles participantes activos na peça.

Ao gosto de reencontrar esta banda em plena forma, juntamos o facto de os ver como peixe na água neste novo formato, acompanhando a sempre jovial Manuela Azevedo, capaz de concentrar em si todas as atenções sem sequer tentar, pelo seu magnético talento, em qualquer dos projectos que escolhe abraçar.

Este dia foi também uma estreia para o TeCA, com a introdução do formato “Sessão Descontraída”, em que os pais podem “baixar a guarda” e deixar as crianças à vontade para dar largas a toda a sua natural inquietude, sem que isso perturbe a representação. Mais detalhes AQUI.

A peça é uma divertida introdução a valores humanos e sociais essenciais, como a perseverança, a amizade, o respeito pela diferença e a coragem de encarar os desafios.

Uma cantora jovem, ainda em formação, de seu nome Sabina (Maria Quintela) com um incapacitante medo do palco, que lhe retira a voz cada vez que se chega à boca de cena. Uma outra cantora mais experiente, vinda do Rock (Manuela Azevedo) que trabalha a sua coragem, com conselhos e exemplos práticos. O dono do teatro/contínuo/faz-tudo Calu (Pedro Frias) tenta gerir todo esta confusão, agravad por uma série de eventos inexplicáveis: falhas de electricidade, chapéus que caem do céu, rolos de papel higiénico desenrolados no palco.

Revela-se Luca, o Fantasminha (João Monteiro), o “fantasputo” solitário, à procura de amigos e apaixonado por Sabina, tentando por todos os meios cativar a sua atenção e ajudá-la a superar os receios.

Deste novelo, nasce um belo musical, curto em duração para não aborrecer o seu público-alvo nem quem o acompanha. Com música que apetece trautear do início ao fim, coreografias e boa disposição, é divertimento de qualidade, com conteúdo para toda a família. Um bom início de conversa para focar o que de desafiante e inevitável a existência nos reserva, em qualquer idade. Um alternativa criativa e aliciante aos proibitivos Pandas desta vida, num teatro acolhedor, confortável e realmente aberto a todos os que escolham frequentá-lo.

Em cena até ao próximo dia 29 de Janeiro.

(Foto ©João Tuna)

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