Sócrates Tem de Morrer/A Vida de John Smith – Teatro S. Luiz, 6/12/2018

A proposta de infinito, a elite de uma espécie de deuses em carne débil e fraca, esbate-se perante um apelo maior: o amor de uma mãe pelo seu filho, o amor de um homem por uma mulher, a família, a vontade incontornável de o Homem ser emoção e linguagem, perigoso construtor de utopias que, a realizarem-se, serão comprovadamente o seu maior infortúnio.

Trattoria Pirandello – Teatro Carlos Alberto, 17/11/2018

Sobre o excelente trabalho de Simão do Vale Africano e da sua equipa (técnica e de atores) nesta «Trattoria Pirandello», deixámos aqui expressas algumas ideias, mas o que temos em mente é, mais do que tudo, acicatar o público a ir ao teatro assistir a este espetáculo e a fazer a sua avaliação do «menu» servido. Acreditamos que não volverá a casa com fome.

Marlon Williams – Theatro Circo, 16/11/2018

É fácil explicar o sucesso de Marlon: tal como o (des)amor, que precisa sempre de mais um corpo que lhe sirva de alimento, a música, as artes visuais, o cinema, a literatura e o teatro vão sempre servir-se das dores do coração para levantar um espelho em frente a um público, que, mesmo que já conheça o desfecho das histórias de amor, se apaixona, uma e outra vez. E desta vez, foi por Marlon.

Paul B. Preciado – Fórum do Futuro, Rivoli (9/11/2018)

Esta conceptualização do corpo como um organismo construído em sociedade passível de ser alterado, reescrito e recodificado, serve como ponto central para a proposta de Preciado: vivemos, neste preciso momento, uma revolução na qual aqueles e aquelas em posições subalternas têm finalmente acesso às tecnologias de poder para responder à hegemonia heterossexual.