A Glória e seu Cortejo de Horrores – Fernanda Torres (Companhia das Letras, 2017)

A história é-nos contada, quase na sua totalidade, na primeira pessoa, como um diário escrito pelo protagonista, Mário Cardoso, actor carioca de meia-idade e ídolo caído das novelas que, consciente da sua decadência, tenta recuperar o brilho de outrora regressando ao início de tudo, ao teatro, com a encenação de uma versão de “Rei Lear”, tragédia shakesperiana de 1606.

A Resistência – Julián Fuks (Companhia das Letras Portugal, 2016)

“Isto não é uma história. Isto é história (…) e, no entanto, quase tudo o que tenho ao meu dispor é a memória, noções fugazes de dias tão remotos, impressões anteriores à consciência e à linguagem, resquícios indigentes que eu insisto em malversar em palavras.” (pg. 37) “Não consigo decidir se isto é uma história” (pg. 39).