Ler Pessoa – Jerónimo Pizarro (Tinta da China, 2018)

Tal como nos seus livros anteriores, Pizarro dá ao leitor os dados que tem e apresenta uma hipótese geral e temática para os interpretar, fazendo uso de um amplo leque de opções interpretativas, que passa tanto pelo trabalho dos seus contemporâneos, como pelo enquadramento cultural e político da época e pela interpretação dos textos, privilegiando a abrangência e abertura do seu raciocínio em deterimento de uma hermeneutica em vácuo e manipulada para um resultado, como vemos em tantos exemplos ligados ao estudo do poeta lisboeta.

O Espectro dos Populismos (Tinta da China, 2018)

A importância de um livro como este nos tempos que correm é evidente: todos aqueles que consideram a via populista perigosa para os destinos da política mundial precisam de munir-se, em primeiro lugar, de argumentos. Isto implica, em segundo lugar, um posicionamento político. O que leva, em terceiro lugar, à necessidade de conhecimentos concretos sobre o contexto histórico da viragem do século XX para o XXI.

Às vezes são precisas rimas destas – Poesia política portuguesa e de expressão alemã (1914-2014) (Tinta da China, 2017)

Com traduções de Paulo Quintela, João Barrento, ou Yvette Centeno, entre muitos outros (identificados junto a cada uma das traduções), é uma edição bilingue, com poemas portugueses traduzidos para alemão, e vice-versa. O volume apresenta-se cuidado na explicação da sua organização, desde aspetos de ordem ortográfica, à informação sobre fontes consultadas, à bibliografia utilizada. Um portento, portanto, tanto para leitores portugueses como alemães.

A Guerra de Samuel – Paulo Varela Gomes (Tinta da China, 2017)

Tanto a novela epónima, quanto os sete contos que completam A Guerra de Samuel, desenvolvem uma premissa essencial: a espiritualidade num tempo irremediavelmente (?) laico. Estas ficções de Paulo Varela Gomes põem em confronto a tradição espiritual, de matriz judaico-cristã, e diversas manifestações do materialismo. Teorético, político, ou adstrito às práticas quotidianas, esse materialismo é sempre …