Macbeth – TNSJ, 3/3/2018
O Macbeth levado à cena no TNSJ é uma colaboração notável entre as palavras de Shakespeare, a tradução de Daniel Jonas e uma encenação despojada, mas que potencia elementos simbólicos e altamente actuantes…
O Macbeth levado à cena no TNSJ é uma colaboração notável entre as palavras de Shakespeare, a tradução de Daniel Jonas e uma encenação despojada, mas que potencia elementos simbólicos e altamente actuantes…
A tarefa impossível de fazer novo um texto criado por outrem, decorá-lo, trabalhá-lo e repeti-lo à exaustão é a vida deste quinteto talentoso, aqui despida e reinventada. A peça comenta-se a si própria e os atores seguem esse movimento, num solipsismo cíclico a que assistimos absortos, para no final nos darmos conta de que somos também parte integrante desse todo cénico.
Quando o processo chega ao fim, somos confrontados com a universalidade da experiência de Elizabeth – escritora e ser humano –, em julgamento sem resolução à vista. Devemos um louvor aos (apenas) cinco atores em palco, em especial à assertiva Cucha Carvalheiro enquanto Elizabeth,
Esperamos que este seja só o início e lançamos o repto: “A Promessa” é a primeira parte de um tríptico composto por “O Bailarino” e “A Excomungada”, onde os comportamentos neuróticos só se vão exacerbando, respetivamente por parte de um bailarino homossexual e de uma candidata a freira que sexualiza a ideia de Deus. Porque não manter o ritmo e dar a conhecer ao grande público estas joias inutilizadas por essas bibliotecas fora?
As conclusões são da nossa responsabilidade, como também é nossa a opção de mergulhar a cabeça na espuma dos dias e deixar que nos invada a abnegada e entediante inacção perante inoperância de um sistema obsoleto e necessariamente incapaz de verdadeira justiça, perante tamanha e imprevisível diversidade de juízos e mundividências.
“A Arte que mexe connosco fecha o círculo eternamente renovado. Albee conseguiu esse milagre, que o TNSJ e uma fantástica equipa reproduziram na perfeição.”
Com o Verão tórrido a não desarmar, nada melhor que mergulhar num livrinho e divagar por palavras e mundos alheios. O primeiro semestre de 2017 foi rico em pérolas literárias, merecedoras de um balanço dos lançamentos que nos impressionaram, necessariamente subjectivo e sujeito a reparos. Decidimos dividir a listagem por 4 artigos e 10 secções …
“Nem tudo o que luz é ouro”, diz-se amiúde quando as aparências ficam aquém da realidade. Contra todas as expectativas, foi o primeiro pensamento que nos ocorreu após a saída do Teatro Nacional S. João, com a peça Macbeth no pensamento. Com honras de abertura do quarentão FITEI 2017 (que decorre até 17 de Junho), elenco …
Em Dia Mundial da Dança e integrado no Festival Dias da Dança, o Teatro Nacional São João volta, depois de Antes que matem os elefantes, a dar palco à actualíssima e carregada de dramatismo temática das deslocações e migrações forçadas, em Muros, de Né Barros. A coreógrafa, em cujo trabalho esta temática também não é …
Al mada nada é tudo o que promete e ainda mais.
Ricardo Pais criou um espectáculo envolvente e imersivo, com todos os ingredientes para ser uma experiência inesquecível.