Um retrato muito dinâmico e vivo do Portugal dos anos 1960”, disse Manuel Alegre, Presidente do Júri. Senti que foi mais do que isso. Julgo que Nuno Duarte ensaiou, de facto, uma nova voz na literatura portuguesa.
Em setembro de 1942, as forças alemãs continuavam a avançar em direção a Estalinegrado, os Aliados lutavam contra os japoneses em Guadalcanal e 36 judeus chegavam a Tora e Piccilli (a norte de Caserta), vindos de Nápoles, enviados pelo regime fascista, para ali ficarem confinados. O rumo da guerra ia mudando aos poucos. O caminho …
E se Coisas Ruins é “competente”, talvez devamos exigir que a competência seja o ponto de partida e não o ponto de chegada.
O naufrágio de Alex Couto não estava garantido, mas os salpicos de Sinais de Fumo, farão certamente parte de uma onda maior que há de chegar.
Este livro é, sem dúvida, um lugar de encontro e reencontro.
Esta belíssima edição da Companhia das Letras revela-nos o texto de Lispector, publicado pela primeira vez em 1964, com toda a atenção e cuidado.
Ninguém sai incólume desta ilha. Nem deste livro.
Fleur Jaeggy nasceu em 1940, em Zurique. Nos anos 60, conheceu escritores como Ingeborg Bachmann, Thomas Bernhard, Italo Calvino ou Joseph Brodsky. Em 1968, casou-se com o escritor e editor Roberto Calasso, fundador da Adelphi. Tem oito livros publicados, que lhe garantiram um lugar único no meio literário. Viagem no Proleterka é o segundo livro …
A prosa segue solta, leve, com humor.
Neste momento, a escrita é a (…) atividade a que dedico mais tempo. O tempo que me é possível, precisamente porque sou mãe de duas crianças.