Hoje estarás comigo no paraíso – Bruno Vieira Amaral (Quetzal, 2017)
Hoje estarás comigo no paraíso, segundo romance de Bruno Vieira Amaral, é um livro de memórias, contado na primeira pessoa, por uma personagem homónima do autor.
Hoje estarás comigo no paraíso, segundo romance de Bruno Vieira Amaral, é um livro de memórias, contado na primeira pessoa, por uma personagem homónima do autor.
porque insistimos (ainda) na fotografia como coisa de adultos, demitindo-a da literatura infantil e amputando as crianças na tenra idade de uma educação crítica para as imagens?
No momento da sua morte, Benjamim verá, pela primeira vez, o filme da sua vida, sem lente protectora, sem filtros ou jogos de luzes, confessando a angústia de conhecer o verdadeiro homem que foi.
Por aqui encontramos um romance fluido e inteligente que, em meras 141 páginas, abarca cerca de quatro décadas (…) da vida de uma família italiana tradicional (…).Mas mais do que isso, Starnone resiste à tentação de fazer um romance longo, para concentrar a atenção do leitor em eventos e emoções definidores, num trabalho minucioso de contenção e, certamente, de edição por parte do autor.
A história é-nos contada, quase na sua totalidade, na primeira pessoa, como um diário escrito pelo protagonista, Mário Cardoso, actor carioca de meia-idade e ídolo caído das novelas que, consciente da sua decadência, tenta recuperar o brilho de outrora regressando ao início de tudo, ao teatro, com a encenação de uma versão de “Rei Lear”, tragédia shakesperiana de 1606.
O autor premiado é agora (re)editado em Portugal pela Companhia das Letras, num livro cujas 191 páginas não se prestam a uma leitura rápida. É preciso dar tempo para que as paisagens exóticas se entranhem, as personagens vivam e as acções ocorram.
Em As Pessoas do Drama encontramos um romance sem um desfecho claro, sem explicações de enredos ou das motivações mais profundas as personagens; não estamos perante uma tragédia, mas antes perante um drama como título nos indica: um drama da perplexidade humana.
Tudo aconteceu quando um cientista japonês inventou um gás que deveria destruir apenas os inimigos do seu país. Contudo, toda a humanidade, com a exceção de Gérard e um pequeno grupo de crianças, acabou por ser dissolvida
Mensagem subliminar, mas que percorre toda a narrativa, é a da literacia como arma poderosa na luta, na fuga e na conquista, como janela para o Mundo e para a emancipação, como estrada ainda mais subterrânea, porque pertença inexpugnável de cada um e da sua identidade.
Estes são apenas alguns motivos de interesse desta renovada Granta, uma porta que fica aberta a novas vozes da portugalidade, da qual se augura um sucesso ainda maior que o da sua versão anterior.