Este não é um simples romance, porque as histórias que conta são reais e estas personagens foram homens como nós, com família, amigos, sonhos e perdas. É, por isso, um romance obrigatório, para não deixar no cair no esquecimento o mais negro episódio da ditadura portuguesa.
“Da voz de Bibiana e da mudez de Belonísia, cujo timbre sempre foi o som do mundo, fala-nos Itamar Vieira Junior neste romance que retrata em poesia a verdade do sofrimento e crueldade humanas e a resiliência digna de quem, derrotado, terminará por vencer. «Sobre a terra há de viver sempre o mais forte.». Deleitem-se!”
Por entre as diferentes épocas de dois séculos contíguos, o autor navega avisadamente e, anunciando expressamente onde nos devemos situar, ao leitor é vedado deixar-se guiar pelas referências ou até pelos recursos linguísticos que, aqui e ali, claramente lhe serviriam de GPS.
Maria Teresa Horta vê editado pela primeira vez na D. Quixote Ema, o seu segundo romance que, em 1984, venceu o Prémio Ficção da Revista Mulheres. A história é dura e tensa, no ambiente claustrofóbico de uma casa, onde os espectros de várias gerações de Emas ainda habitam: uma avó morta pelo avô, uma mãe que …