Kurt Vile – Hard Club (26/10/2018)
Sem deslumbrar, Kurt Vile cumpriu um plano bem delineado de passar em revista a sua carreira, para tal contribuindo o trabalho de excepção dos músicos e técnicos que o acompanharam.
Sem deslumbrar, Kurt Vile cumpriu um plano bem delineado de passar em revista a sua carreira, para tal contribuindo o trabalho de excepção dos músicos e técnicos que o acompanharam.
A dica que a misteriosa Conceição (…)dá à personagem homónima de Beatriz Batarda, parece ser a chave para desvendar o sentido último de Teatro: “o que é que passa entre os seres o que é que os prende uns aos outros ela disse-me a Beatriz vai perceber”.
“Se começamos a narrativa na plateia, no lugar do público, é porque queremos estar tão próximos quanto a arquitectura permite. Das mulheres e dos homens nossos contemporâneos com quem partilhamos ficções – as feições dos dias.”
[Joana Espadinha] Deu o protagonismo à sua voz e juntou-lhe o acompanhamento que ela sempre pediu: o Pop. “Tu tens de ser sincero”, aconselha-nos repetidamente no refrão, talvez porque agora essa sinceridade transparece em cada nota e em cada sorriso partilhado.
Com este O Escuro Que Te Ilumina, José Riço Direitinho põe de lado a crítica literária, em que se destacou pela excelência, para se atirar à utopia de mudar este paradigma pela sua pena, tentativa que, apesar de louvável, se fica pelas intenções.
A marroquina Leïla Slimani criou uma obra ambiciosa e impactante, bem para além da derradeira página, não só pela crueza dos factos, mas pela ténue culpa que desperta em nós, testemunhas silenciosas e cúmplices de uma estrutura societária e familiar anquilosada em colapso iminente, que em Canção Doce, cede pelo lado mais fraco, com efeitos devastadores.
O Corvo dá o mote e as crianças mordem a isca. Qualquer um dos narradores nos engana, como também se engana a si mesmo. Nada mais natural do que iludir a realidade, para também a dor lhe seguir o curso, dissimular as suas origens.
«Toda a literatura é abstracta, concretas são as pedras. Não aceitar isto é aceitar a literatura como copiadora do concreto, como uma segunda mesa, ou uma segunda casa. (…) A literatura tem objectos próprios, completamente distintos dos que existem na vida dos vivos. Não confundas um escritor com um arrumador de mobílias.»
Por aqui encontramos um romance fluido e inteligente que, em meras 141 páginas, abarca cerca de quatro décadas (…) da vida de uma família italiana tradicional (…).Mas mais do que isso, Starnone resiste à tentação de fazer um romance longo, para concentrar a atenção do leitor em eventos e emoções definidores, num trabalho minucioso de contenção e, certamente, de edição por parte do autor.
Entre estes quatro músicos de excelência, estava um convidado especial, de seu nome Joshua Redman, com o saxofone a seu cargo. Com ele partilharam o palco dois membros do quarteto de Billy Hart que nos deu o excelente álbum All Our Reasons (ECM, 2012): Ethan Iverson no piano e Ben Street no contrabaixo.