A Vertigem dos Animais Antes do Abate – Teatro da Politécnica, 14/10/2017
Uma felicidade imensa, porém efémera, espera o casal, pois a tragédia abate-se sem trégua sobre o duo, afogando qualquer esperança de dias luminosos.
Uma felicidade imensa, porém efémera, espera o casal, pois a tragédia abate-se sem trégua sobre o duo, afogando qualquer esperança de dias luminosos.
A sala Mário Viegas, do Teatro São Luiz, recebeu a “Arte da Fome” e deixou-nos o entusiasmo amputado, mas fica o agradecimento pela escolha do texto. Saímos, talvez não todos, com vontade de o ler, ou reler, e descobrir, em silêncio, angústias que são dos artistas e de todos nós. Faltou o resto.
Um triunfo e uma demonstração cabal de que tudo é possível em teatro, desde que o bom gosto e a coerência sejam pontos cardeais do espectáculo.
As conclusões são da nossa responsabilidade, como também é nossa a opção de mergulhar a cabeça na espuma dos dias e deixar que nos invada a abnegada e entediante inacção perante inoperância de um sistema obsoleto e necessariamente incapaz de verdadeira justiça, perante tamanha e imprevisível diversidade de juízos e mundividências.
“Saímos a revisitar o texto, frases, momentos, ironias, e, sobretudo, a nossa vida.”
“A Arte que mexe connosco fecha o círculo eternamente renovado. Albee conseguiu esse milagre, que o TNSJ e uma fantástica equipa reproduziram na perfeição.”
“Encontramo-nos no Outro quando com ele lidamos sem reservas, tomando-o por tudo o que é, e espectáculos como este são escassos para a importância e impacto que gestos de aproximação e revelação podem ter nos seus públicos.”
O Despertar da Primavera (escrita em 1891 e estreada em 1906 no Deutsches Theater de Berlim) é uma peça central da dramaturgia europeia, da autoria de Frank Wedekind. O subtítulo – “Uma tragédia da juventude” – não é dispiciendo, embora a estrutura clássica da tragédia não esteja presente. Mas lá chegaremos. Benjamin Franklin Wedekind (Hamburgo, 1864 …
Sobre Jon Fosse, já muito foi dito, inclusive aqui na INTRO. Dono de um registo dramático e linguístico facilmente identificável, este O Homem da Guitarra, interpretado por um corajoso Manuel Wiborg no Teatro Carlos Alberto, apenas confirma a sua destreza na criação de personagens maltratadas pela vida, como se de um fado irremediável se tratasse, …
O Teatro Meridional comemora 25 anos. Em janeiro de 2017 iniciou a reposição de seis espetáculos, nos quais se incluem O Sr. Ibrahim e as flores do corão, de Éric-Emmanuel Schmitt (que contou com a presença da INTRO) e este Contos em Viagem – Cabo Verde, que parte de textos de vários autores caboverdianos. O …