Brad Mehldau Trio – CCB, 6/10/2019
Mais um concerto para guardar no álbum de memórias, na esperança de que o regresso a Portugal não tarde, talvez a solo, com o “seu” Bach ao piano.
Mais um concerto para guardar no álbum de memórias, na esperança de que o regresso a Portugal não tarde, talvez a solo, com o “seu” Bach ao piano.
Mas o verdadeiro protagonista, para o bem e para o mal, é a Palavra. A forma como o encadeamento de ideias iconoclastas, em conjunto com uma entrega apaixonada em circunstâncias limite podem, não só mudar o rumo da história de um homem e da sociedade, como o futuro de uma cultura e a força dos seus alicerces, é o verdadeiro tema desta encenação de A Morte de Danton.
…a confirmação de que o estrelato à antiga permanece bem activo em Hollywood, com interpretações estelares de Robbie, Pitt e DiCaprio, irrepreensíveis nesta declaração de amor a Hollywood, a Sharon Tate e a Los Angeles.
A cumplicidade ante a adversidade, as gargalhadas partilhadas ao recuperarem cenas do jantar, despertam a esperança do espectador num futuro (presente?) em que, confrontados com as ruínas da uma ideia da civilização (…), sejamos capazes de rir da nossa triste previsibilidade e ineptidão e comecemos de novo, pelo princípio, com verdadeira “cola” que nunca falha e não tem preço: a honestidade, a empatia, a tolerância e o Amor.
“O balanço deste NOS Primavera Sound 2019 é francamente positivo, espantados que foram os fantasmas da diversificação da oferta do cartaz poder afugentar o público, como se a lepra pudesse vir de um pouco de raggaeton.”
“Mesmo perante o desconcerto do Mundo, a lucidez com que avalia situações e pessoas e projecta esses juízos como presságios, criando uma ligação invisível que o supera e nos envolve, é a grande mais-valia deste A Trégua.”
“Incompreensível apenas como esta peça não chegou a mais palcos. A Síria continua a perder os seus anjos, apesar de as notícias os terem esquecido.”
“Se ser anónimo nas redes sociais era a maior liberdade que qualquer utilizador poderia ter – e, para além disso, uma condição que se tinha tornado quase impossível de obter -, qual a sensação de ser anónimo na vida de outra pessoa?”
Longe da pungência de Just Kids, Devoção é um livro belo e apaixonado, como quase tudo o que a “musa” vai ditando a esta incansável exploradora.
“Os mistérios da mente e a sua capacidade de camuflagem das emoções são imensos, mas o que Emmanuel Carrère aqui escancara é o absurdo da nossa existência, através do retrato exímio do seu extremo mais negro e inexplicável.”