A importância de um livro como este nos tempos que correm é evidente: todos aqueles que consideram a via populista perigosa para os destinos da política mundial precisam de munir-se, em primeiro lugar, de argumentos. Isto implica, em segundo lugar, um posicionamento político. O que leva, em terceiro lugar, à necessidade de conhecimentos concretos sobre o contexto histórico da viragem do século XX para o XXI.
Ao longo de “O Censor Iluminado” somos guiados a ler, com a devida contextualização, textos até agora adormecidos em arquivos, e que Tavares organiza de forma a esclarecer os critérios utilizados por esta exclusiva equipa censória para a aprovação ou reprovação de uma obra para o mercado português.
Estes são apenas alguns motivos de interesse desta renovada Granta, uma porta que fica aberta a novas vozes da portugalidade, da qual se augura um sucesso ainda maior que o da sua versão anterior.
Com traduções de Paulo Quintela, João Barrento, ou Yvette Centeno, entre muitos outros (identificados junto a cada uma das traduções), é uma edição bilingue, com poemas portugueses traduzidos para alemão, e vice-versa. O volume apresenta-se cuidado na explicação da sua organização, desde aspetos de ordem ortográfica, à informação sobre fontes consultadas, à bibliografia utilizada. Um portento, portanto, tanto para leitores portugueses como alemães.
Os melhores livros de 2017 (até agora) no Humor e na literatura de Viagem.
Tanto a novela epónima, quanto os sete contos que completam A Guerra de Samuel, desenvolvem uma premissa essencial: a espiritualidade num tempo irremediavelmente (?) laico. Estas ficções de Paulo Varela Gomes põem em confronto a tradição espiritual, de matriz judaico-cristã, e diversas manifestações do materialismo. Teorético, político, ou adstrito às práticas quotidianas, esse materialismo é sempre …
Jerónimo Pizarro, aqui em co-autoria com Patricio Ferrari, com a ajuda da Tinta da China (que o edita desde que iniciou a sua pesquisa), veio trazer uma nova abordagem à obra de Fernando Pessoa, no sentido de uma dessacralização dos estudos pessoanos, já cristalizados e nem sempre satisfatórios ou sequer cientificamente inatacáveis, e da própria …