As canções de Drifter conseguem ser verdadeiras epopeias sonoras, facto evidenciado quando a banda nos presenteou com as “Tierra Del Fuego: La Mar” e “Tierra Del Fuego: Nisshin Maru”.
Os Orelha Negra dispensam apresentações. Colectivo único em Portugal, juntou músicos de diferentes origens e sensibilidades, para criar um som com raízes no hiphop, mas que, com facilidade, o desintegra e supera, criando memoráveis concertos, mais parecidos com block parties do que com os espectáculos tradicionais.
…todos dançam, em franca e divertida comunhão. Diverte-se e diverte-nos e damos por bem passada aquela hora e meia da nossa vida.
Os melhores (e os mais raros) concertos mantêm-nos na ponta da cadeira, em pulgas para ouvir a nota seguinte, como se de uma final do Europeu se tratasse. Só o Jazz preserva essa magia e quando os músicos encarregues de o tocar são de excepção, o divertimento é garantido. O concerto do novo projecto de João Hasselberg – Spectral Songs – no Passos Manuel prometia essa possibilidade…
Se Garbarek era, provavelmente, o nome mais sonante, foi o percussionista indiano Trilok Gurtu que mais brilhou. Demonstrando toda a sua técnica, Gurtu foi capaz de dialogar na perfeição com cada elemento e foi, também por isso, o destaque da noite.
Destacar momentos entre os 13 temas é tarefa difícil, mas fica no ouvido “Renewal”, pelo sua altamente viciante melodia principal, em volta da qual se desenrola o tema com o apoio do contrabaixo e da bateria.
O disco é bom, mas nada substitui ouvir este colectivo ao vivo, para confirmar que, ainda hoje, o Jazz é o único estilo musical onde nada é interdito.
Numa altura em que qualquer parvoíce se torna “viral” e os idiotas viram ídolos, os solos virulentos e insanos destes senhores justificam um hype planetário.
Numa perspectiva cronológica, The Declaration of Musical Independence é um álbum tardio na carreira de A. Cyrille, mas o vanguardismo que pauta um percurso com mais de 50 anos coloca-o sempre a par – e porventura adiante – do seu tempo. Por isso, seria prematuro considerar este statement musical unicamente pelo primado melancólico.
Em vésperas do concerto no Vodafone Paredes de Coura, Brian King and David Prowse, conhecidos mundialmente como Japandroids, escolheram o Maus Hábitos, espaço mítico da Invicta, para iniciarem a sua digressão mundial, com um concerto intimista para umas dezenas de privilegiados, anunciado apenas dois dias antes na página de Facebook da banda. Com um alinhamento repleto …
Salvador Sobral começou por falar da insónia pré concerto, fruto da excitação, da expectativa em relação ao momento em que aquele concerto, no Centro Cultural de Belém, iria acontecer. Foi fácil contagiar o público com o jeito genuíno de ser e de dizer, partilhar, sem filtros. Pediu para desligarem os “bichinhos eletrónicos” em troca de …