Apesar das possíveis comparações, Feist destaca-se das demais (e muitas) cantoras folk e indie que agora dominam a cena musical, pela voz límpida de timbre particular e distinto, pela destreza como guitarrista e ainda pela energia em palco e a relação que estabelece com o público, contagiado pela alegria que a cantora parece sentir enquanto canta.
A simbiose de Hussain, Holland e Potter provou-nos, uma vez mais, que a música não conhece fronteiras. Afinal, a linguagem é a mesma…
Vijay Iyer continua a desafiar a realidade através das suas escolhas, por acreditar que a música transforma a vida a cada instante e por sentir que, com ela, é possível prosseguir a luta inacabada pela igualdade, pela justiça e pelos direitos humanos.
Todos os anos, o excesso de gente dá-me a volta ao estômago. Peço sempre aos santos e ao Álvaro Covões que alarguem o espaço sem aumentar a lotação, mas parecem fazer precisamente o oposto do pretendido.
Entre estes quatro músicos de excelência, estava um convidado especial, de seu nome Joshua Redman, com o saxofone a seu cargo. Com ele partilharam o palco dois membros do quarteto de Billy Hart que nos deu o excelente álbum All Our Reasons (ECM, 2012): Ethan Iverson no piano e Ben Street no contrabaixo.
Cara MARO/Mariana, também nós paramos quando ouvimos o teu nome. E não só não somos os únicos, como seremos cada vez mais.
Sair do seu concerto é ter saudades de a ouvir no minuto seguinte, com uma certeza: Maro/Mariana Secca não é cantora. É Música.
Imaginem um convite para uma noite descontraída de convívio com um dos vossos guitarristas favoritos, (por mero acaso, um dos melhores da História) em que ele aparecia munido da sua guitarra e recriava alguns dos seus melhores temas, acompanhados por alguns dos seus amigos . É este o conceito idealizado para sustentar a mais recente digressão mundial de Pat Metheny.
Os Dead Combo estão cada vez menos sozinhos e este Odeon Hotel, produzido por Alain Johannes (que já gravou com PJ Harvey e Queens of the Stone Age), apresenta-se mesmo como um trabalho de banda, que vagueia entre diferentes estilos e latitudes, do blues ao fado, passando pelas mornas de Cabo Verde ou pelo flamenco.
A nós, que tentamos recriar ambientes e momentos, resta-nos esta (tentativa de) evocar um concerto especial pelo todo público/banda que urdiu, em que noções como fã ou conhecedor foram irrelevantes, perante a ubiquidade dos sentimentos e do respeito mútuo, da gigantesca corrente eléctrica que atravessou os presentes, que espantou, para depois apaziguar e gerar o prazer que fabrica memórias.