Madonna – Coliseu dos Recreios, 12/01/2020
Ao longo de quase três horas de concerto que vi uma Madonna imperfeita, mas por isso mesmo, humana, genial, uma autêntica curadora ferida.
Ao longo de quase três horas de concerto que vi uma Madonna imperfeita, mas por isso mesmo, humana, genial, uma autêntica curadora ferida.
O Musicbox ouviu um Keso entregue e que flutuou seguro nas suas sonoridades sem receios nem fronteiras, onde há cinema e filosofia, estados de alma e diversão, samples cuidados e atenção ao detalhe.
A cantora sai de cena e há um ambiente fortíssimo na sala. Toda a gente sorri pelo que ali viveu. Ninguém sai como entrou depois daquela hora e meia de culto.
Hannon está realmente no seu melhor, cercado por músicos exímios (lembrando as agradáveis harmonias um verdadeiro barbershop quartet), que servem de plataforma perfeita para a sua maravilhosa faixa lírica e vocal…
Mais um concerto para guardar no álbum de memórias, na esperança de que o regresso a Portugal não tarde, talvez a solo, com o “seu” Bach ao piano.
O trabalho de Samuel Úria nunca desilude. Jogos de palavras inacreditáveis, letras fortes e nem sempre fáceis, mensagens inteligentes, cruas e provocadoras, sonoridades de arrepiar.
Nick Murphy, Chet Faker, Who Cares? O Coliseu dos Recreios esgotou, aqueceu como uma noite de verão e convocou um público heterogéneo, tanto em estilo quanto em faixas etárias. Nick Murphy estava de regresso.
Se de todos os motivos possíveis só pudesse escolher um para destacar este álbum, usaria uma frase que às tantas se ouve em Ramadão: «quem canta assim não finge».
Naquela noite no Paço partilhámos os mitos de que é feito Filipe Raposo. Guardamo-los connosco neste livro-disco, belíssima peça de arte.
“Há muito que se sabe que mais nenhum festival em Portugal tem o carisma do Vodafone Paredes de Coura.”