«Acabei de ver agora a temporada completa do Exorcista com a Geena Davis toda arreganhada a colagénio e botox. Que actrizaça gótica e inexpressiva, que caricatura magnífica. Agora sim, antes não me interessava.»
Berta Isla mostra um escritor que, não ignorando o barulho de fundo, e incorporando-o, aliás, sem complacências, mergulha verticalmente nos demónios e no escondido.
No fim da Antologia, sentimos que cumprimos uma narrativa, que fomos redimidos. Mas ficamos inexplicavelmente sozinhos… terrivelmente sozinhos, mas talvez mais humanos.
E se o leitor se vai sobressaltando entre parágrafos à procura de um enredo, desengane-se, porque provavelmente desistirá deste autor. É único no seu estilo…
Num balanço final, o ponto forte desta ficção de Mohsin Hamid é a sua (re) leitura do exílio forçado como uma inevitável força de mudança, em que cada passo no mapa é pretexto para reenquadrar as bases da nossa humanidade partilhada: a casa, a pertença e a relação com o Outro.
“Percebeu que sempre lhe faltaria alguma coisa; que era incompleto, insuficiente para si mesmo, e que, na verdade, tinha pavor de procurar essa coisa, uma vez que a procura corresponderia ao pior de todos os horrores.” Não ser único, original, singular. Descobrir, afinal, que o que trazemos como garantia da capacidade de sermos humanos é …
A D. Quixote edita Tina Vallés, uma escritora espanhola, natural da Catalunha, já com alguns prémios conquistados no mundo da literatura, por novelas, contos, romances e livros infantis.Na capa, A Memória da Árvore é descrito como “A história mágica e terna”, o que normalmente é código para romance xaroposo e delicodoce, do qual se deve …
Este livro (…) mostra-se como uma poderosa arma de reflexão do lugar desta identidade, tantas vezes rasurada, das mulheres negras, apanhadas numa luta constante contra o imperialismo branco e patriarcal, à medida que tentam resistir às várias colonizações do corpo sofridas diariamente por mulheres, e em particular, as não brancas.
Duas publicações únicos e complementares, importantes perspectivas de duas vidas indissociáveis entre si e de tantos milhares de outras, que colaram para sempre tristezas e alegrias à música onde os nomes de Chico Buarque e Vinicius de Moraes constavam dos créditos.
Um ano depois da tragédia, quando o calendário começa a repetir os dias vividos em comum, é John quem a abraça e recorda “Tens de ir com a mudança.” (176) Didion largou a bagagem e seguiu caminho.