Deixa-te de Mentiras é uma poética elegia aos amores vividos em segredo, a um homem vencido pela auto-repressão e à memória dos que desapareceram, mas também uma lembrança dos obstáculos à felicidade e à liberdade sexual…
Tratando-se duma obra de ficção, é notável como consegue escapar à armadilha da caricatura no retrato que apresenta, sem comprometer a frontalidade com que o faz.
Manifesto contra os que têm pressa em erradicar a tristeza, Aprender a Falar com as Plantas tem uma espécie de lema subjacente: “As espécies que se adaptam às mudanças, são as que sobrevivem”.
…um poderoso retrato duma época determinante para compreendermos não só a Itália de hoje, mas também o mundo como o conhecemos…
Duas pessoas presentes, conversando cara a cara, carregam universos também nossos, na medida em que estejamos abertos a recebê-los.
Será decerto único e intransmissível o que é que cada um descobre quando chega ao fim deste livro. Mas constatação consensual será a de que a esperança de poder um dia aliviar o fardo de carregar a existência tem uma cor: o branco.
Como as suas duas obras anteriores, este livro de Paolo Cognetti fala-nos do “maldito apelo da montanha”, de uma espécie de chamamento mágico que contraria até o mais básico dos instintos: a sobrevivência.
Olga é um olhar sobre a experiência universal da guerra, de quem espera e de quem morre, assim como o retrato de uma mulher como espelho da condição feminina, das expectativas com que a sociedade a sobrecarrega, assim como as suas pequenas transgressões e atos de resistência.
A autora parece brincar com o tempo, e também com o papel convencionado para um narrador: mais do que apresentar-nos a narrativa na 1ª pessoa, ela vai-se desvelando de dentro do próprio pensamento de um par de personagens fascinantes.
“A Vida Sonhada das Boas Esposas” não é, de modo algum, um livro simples. Antes se mostra extraordinariamente profundo na mensagem que pretende transmitir e que encontra eco, se não no todo pelo menos em parte, no viver e no sentir de cada um de nós.