Beijo Feroz – Roberto Saviano (Alfaguara, 2019)
De Nápoles ninguém se pode ir embora. Pode emigrar para a Austrália, passar a ser criado de cangurus e lançar o laço, mas carrega essa origem como um emblema.
De Nápoles ninguém se pode ir embora. Pode emigrar para a Austrália, passar a ser criado de cangurus e lançar o laço, mas carrega essa origem como um emblema.
A Companhia das Letras traz-nos este livro em que Afonso Cruz nos obriga a mergulhar na nossa humanidade, nos mais elementares conceitos do Bem e do Mal, na reflexão sobre a felicidade e o amor.
É deste misto de coloquialidade e escrita detalhada, plena de trabalho criativo, que vive este livro de estreia, anunciando uma voz literária em português que ainda nos vai trazer muita felicidade.
A narrativa é construída no espaço liminar entre o silêncio que emudece e o momento em que as personagens parecem estar prestes a falar, a agir, ou até a morrer, o momento em que deixam de ser “uma ilha pequena, sem arquipélagos, e à volta o oceano desconhecido e um nevoeiro tão denso” (72).
…o ponto mais forte deste livro é, sem dúvida, a qualidade das descrições. O ambiente é soturno, com pouca ou nenhuma cor, sombras carregadas e um sfumato constante ligando tudo.
Um romance indispensável para os leitores fiéis de Pedro Juan Gutiérrez, mas também para todos aqueles que sentem interesse pela leitura que aborda questões polémicas que, em pleno séc. XXI, deveriam ser obsoletas.
“(…) a história decorre de forma directa e arrebatadora e o leitor vai devorando linhas, páginas, capítulos, na ânsia de saber qual o destino da pequena «Malacarne»”
Em Mães que Tudo encontramos a mãe real, que ama incondicionalmente e sofre na mesma medida. Mas também os filhos e as suas relações com a figura materna.
“Chamavam-lhe Grace é um ensaio sobre a condição feminina, os mundos solitários das prisões e hospícios e ainda da origem da ciência moderna, dos primórdios do estudo do comportamento humano, a necessidade de matar e a regeneração de quem aprende a mentir, dissimular e esconder para sobreviver. “
“Tal como fez na sua admirável biografia de Strindberg, [em «Eu Sou Dinamite!» ]Sue Prideaux é exaustiva sem ser redundante, minuciosa mas não enfadonha; revela capacidade para fazer desvios estratégicos, mas tem um sentido de orientação digno de louvor.”