O Poço e a Estrada – Isabel Rio Novo (Contraponto, 2019)
“…o trabalho extenso, dedicado, exaustivo e os constrangimentos da “investigação” obrigam-nos à seriedade de reconhecer mérito a um livro que já era urgente, muito urgente.”
“…o trabalho extenso, dedicado, exaustivo e os constrangimentos da “investigação” obrigam-nos à seriedade de reconhecer mérito a um livro que já era urgente, muito urgente.”
“Os mistérios da mente e a sua capacidade de camuflagem das emoções são imensos, mas o que Emmanuel Carrère aqui escancara é o absurdo da nossa existência, através do retrato exímio do seu extremo mais negro e inexplicável.”
Há em António Tavares uma capacidade de transmitir grandes ideias com poucas palavras, de acossar e provocar o leitor com episódios que surgem como pequenos apontamentos na história, mas que angustiam pelas questões com que nos deixam e, mais ainda, pela certeza de que não nos serão dadas respostas.
…é com Hegel que Jürgen Kaube justifica a escolha do tema, mas também a importância de repetir o mesmo exercício de procura das origens como forma de “estimular o entendimento a ir muito além do saber já adquirido.”
“Dois livros bem distintos mas de igual beleza, que bem poderão ser o início do vosso regresso aos desenhos e às histórias que são capazes de nos contar, mas qualquer livro desta editora única é garante de qualidade e felicidade, seja qual for a vossa idade.”
“À medida que se desloca, GMT mede diversas variáveis do seu contexto físico e emocional, colocando hipóteses e questões na sua já habitual deriva de precisão e absurdo, intercalados conforme as conveniências do momento e servidos por uma escrita sem mácula.”
“Nestes tempos de incerteza e obscuridade, que tentamos por todos os meios ao dispor superar e fazer nossos, encontrar arte desta dimensão é reconfortante, mesmo que a própria leitura e partilha de ideias possam parecer exercícios fúteis, infrutíferos e até dolorosos.”
“O cheiro forte das docas de Nova Iorque entra-nos pelas narinas dentro, e as vidas que compõem o texto continuam, vagamente erráticas, em constante “fuga para a frente”. No (sub)mundo de Jennifer Egan, são pessoas que falham, cometem erros, voltam a tentar.”
“A “forma de sentir” desencadeada foi abaixo da média, bem próxima da inércia tão contrária ao espírito de toda a obra do Gonçalo M. Tavares.”
“Todos nos damos conta de que em dia desapareceremos, e creio que ninguém o aceita. Não sou capaz.”