Num balanço final, o ponto forte desta ficção de Mohsin Hamid é a sua (re) leitura do exílio forçado como uma inevitável força de mudança, em que cada passo no mapa é pretexto para reenquadrar as bases da nossa humanidade partilhada: a casa, a pertença e a relação com o Outro.
“Percebeu que sempre lhe faltaria alguma coisa; que era incompleto, insuficiente para si mesmo, e que, na verdade, tinha pavor de procurar essa coisa, uma vez que a procura corresponderia ao pior de todos os horrores.” Não ser único, original, singular. Descobrir, afinal, que o que trazemos como garantia da capacidade de sermos humanos é …
A D. Quixote edita Tina Vallés, uma escritora espanhola, natural da Catalunha, já com alguns prémios conquistados no mundo da literatura, por novelas, contos, romances e livros infantis.Na capa, A Memória da Árvore é descrito como “A história mágica e terna”, o que normalmente é código para romance xaroposo e delicodoce, do qual se deve …
Este livro (…) mostra-se como uma poderosa arma de reflexão do lugar desta identidade, tantas vezes rasurada, das mulheres negras, apanhadas numa luta constante contra o imperialismo branco e patriarcal, à medida que tentam resistir às várias colonizações do corpo sofridas diariamente por mulheres, e em particular, as não brancas.
Duas publicações únicos e complementares, importantes perspectivas de duas vidas indissociáveis entre si e de tantos milhares de outras, que colaram para sempre tristezas e alegrias à música onde os nomes de Chico Buarque e Vinicius de Moraes constavam dos créditos.
Um ano depois da tragédia, quando o calendário começa a repetir os dias vividos em comum, é John quem a abraça e recorda “Tens de ir com a mudança.” (176) Didion largou a bagagem e seguiu caminho.
A aventura, em si uma odisseia no tempo e no espaço, termina com a promessa de uma viagem à Guiné-Bissau, país “onde toda a gente tem o cabelo igual ao de Orlando”, mote para o segundo volume desta colecção.
Mais uma boa sugestão e ainda a tempo de fazer parte de um sapatinho neste Natal.
“uma porta de entrada no imenso universo pessoano que “espera inspirar inesperados e inúmeros leitores.” (11). Mais uma sugestão para o Natal aí a chegar.”
O que acontece a cada leitor da Od. quando chega ao fim do poema é algo que, na verdade, as Sereias do Canto 12 anteviram (12.188): «depois de se deleitar, prossegue caminho, mais sabedor». (676).
Excelente opção para este Natal, este rival analógico à omnipresente tecnologia, sem necessidade de carregar baterias para o seu uso desenfreado, com possibilidade de múltiplas páginas abertas em simultâneo.