Os cães ladram facas – Charles Bukowski (Alfaguara, 2018)
No fim da Antologia, sentimos que cumprimos uma narrativa, que fomos redimidos. Mas ficamos inexplicavelmente sozinhos… terrivelmente sozinhos, mas talvez mais humanos.
No fim da Antologia, sentimos que cumprimos uma narrativa, que fomos redimidos. Mas ficamos inexplicavelmente sozinhos… terrivelmente sozinhos, mas talvez mais humanos.
E se o leitor se vai sobressaltando entre parágrafos à procura de um enredo, desengane-se, porque provavelmente desistirá deste autor. É único no seu estilo…
Num balanço final, o ponto forte desta ficção de Mohsin Hamid é a sua (re) leitura do exílio forçado como uma inevitável força de mudança, em que cada passo no mapa é pretexto para reenquadrar as bases da nossa humanidade partilhada: a casa, a pertença e a relação com o Outro.
“Percebeu que sempre lhe faltaria alguma coisa; que era incompleto, insuficiente para si mesmo, e que, na verdade, tinha pavor de procurar essa coisa, uma vez que a procura corresponderia ao pior de todos os horrores.” Não ser único, original, singular. Descobrir, afinal, que o que trazemos como garantia da capacidade de sermos humanos é …
A D. Quixote edita Tina Vallés, uma escritora espanhola, natural da Catalunha, já com alguns prémios conquistados no mundo da literatura, por novelas, contos, romances e livros infantis.Na capa, A Memória da Árvore é descrito como “A história mágica e terna”, o que normalmente é código para romance xaroposo e delicodoce, do qual se deve …
Este livro (…) mostra-se como uma poderosa arma de reflexão do lugar desta identidade, tantas vezes rasurada, das mulheres negras, apanhadas numa luta constante contra o imperialismo branco e patriarcal, à medida que tentam resistir às várias colonizações do corpo sofridas diariamente por mulheres, e em particular, as não brancas.
Duas publicações únicos e complementares, importantes perspectivas de duas vidas indissociáveis entre si e de tantos milhares de outras, que colaram para sempre tristezas e alegrias à música onde os nomes de Chico Buarque e Vinicius de Moraes constavam dos créditos.
Um ano depois da tragédia, quando o calendário começa a repetir os dias vividos em comum, é John quem a abraça e recorda “Tens de ir com a mudança.” (176) Didion largou a bagagem e seguiu caminho.
A aventura, em si uma odisseia no tempo e no espaço, termina com a promessa de uma viagem à Guiné-Bissau, país “onde toda a gente tem o cabelo igual ao de Orlando”, mote para o segundo volume desta colecção.
Mais uma boa sugestão e ainda a tempo de fazer parte de um sapatinho neste Natal.
“uma porta de entrada no imenso universo pessoano que “espera inspirar inesperados e inúmeros leitores.” (11). Mais uma sugestão para o Natal aí a chegar.”