Maro – Pequeno Auditório do CCB, 5/1/2019
Os arranjos de temas mais familiares são agora mais complexos e maturados, renovando as composições.
Os arranjos de temas mais familiares são agora mais complexos e maturados, renovando as composições.
Não é o álbum do ano. É a bitola a atingir pelos álbuns portugueses nos anos futuros.
Integrado no festival Misty Fest 2018, Cohen trouxe consigo dois músicos inesperados, mas que fizeram toda a diferença. Elchin Shirinov no piano e Itamar Doari na percussão trouxeram um novo detalhe a todo o espectáculo.
É fácil explicar o sucesso de Marlon: tal como o (des)amor, que precisa sempre de mais um corpo que lhe sirva de alimento, a música, as artes visuais, o cinema, a literatura e o teatro vão sempre servir-se das dores do coração para levantar um espelho em frente a um público, que, mesmo que já conheça o desfecho das histórias de amor, se apaixona, uma e outra vez. E desta vez, foi por Marlon.
Dirty Monk fechou, com chave de ouro e com direito a nova ovação, um alinhamento musical colorido e vibrante: um excelente início da 27.ª edição do Guimarães Jazz.
(…) Kronos Quartet, que conta com quarenta anos de existência e se vai renovando, quer materialmente, quer musicalmente, ao expandir os seus tentáculos, aproximando áreas geográficas distantes e distintas, ao mesmo tempo que olha o passado e o transporta para o futuro da música erudita, numa missão de a traduzir para uma linguagem mais acessível ao grande público.
Sem deslumbrar, Kurt Vile cumpriu um plano bem delineado de passar em revista a sua carreira, para tal contribuindo o trabalho de excepção dos músicos e técnicos que o acompanharam.
Num mundo marcado pelo fluxo e constante exposição a imagens, que se apresentam num scroll infinito, ou músicas das quais se escutam meros segundos para que se possa passar à seguinte e ainda a outra. Talvez seja hora de desacelerar a nossa fome voraz pelo imediato e passar à contemplação da obra artística, com tudo o que esta nos exige.
A certa altura, estamos olhos nos olhos com a cantora, enquanto esta rasteja palco fora, com a guitarra feita presa moribunda, ainda a respirar distorção. “Don’t you stop me”, canta ela; e ninguém o tentaria.
[Joana Espadinha] Deu o protagonismo à sua voz e juntou-lhe o acompanhamento que ela sempre pediu: o Pop. “Tu tens de ser sincero”, aconselha-nos repetidamente no refrão, talvez porque agora essa sinceridade transparece em cada nota e em cada sorriso partilhado.