A revolução é um momento, o revolucionário, todos os momentos José António Forte (1931-1988) foi um dos escritores do célebre grupo do Café Gelo (a que esta edição “aumentada” de Uma Faca Nos Dentes – o título completo inclui ainda E Outros Textos – pela Antígona dedica um capítulo, com escritos do próprio sobre este movimento) que …
A documentação extensiva, aliada à narrativa-comentário aos eventos que, embora imitando um registo historiográfico, se apoia predominantemente numa linguagem de tom lírico, resulta num equilíbrio que faz de El-Rei Junot um poderoso manual do zeitgeist europeu da altura.
O que Campo minado faz, porém, é algo maior que isto: mostrar o que resta de todos os soldados que combateram e que não se suicidaram.
O cinema neste palco é cru, despido e tudo que não é estéril, mas profundo e denso, sobretudo os diálogos, é atravessado por vários buracos negros.
“Nem tudo o que luz é ouro”, diz-se amiúde quando as aparências ficam aquém da realidade. Contra todas as expectativas, foi o primeiro pensamento que nos ocorreu após a saída do Teatro Nacional S. João, com a peça Macbeth no pensamento. Com honras de abertura do quarentão FITEI 2017 (que decorre até 17 de Junho), elenco …
Como Falar Com Raparigas Em Festas (Bertrand Editora, 2017), de Neil Gaiman, pode ser estranho, até de difícil digestão, mas de certeza compensador para o leitor. A narrativa é pouco convencional para um bedéfilo habituado a super-heróis, mas o texto oferece muito mais do que um enredo de homens e mulheres vestidos com roupas interiores berrantes …
O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão é uma obra do escritor francês Eric-Emmanuel Schmitt que narra, de forma límpida, fluida, com um sentido de humor mordaz e leve, a transpirar frescura, a história da relação de amizade, que gradualmente se estreita, entre um menino judeu, Moisés, e um merceeiro árabe. Na Rua Bleue, …
Por vezes, o texto parece desaparecer no embate duro com o fortíssimo conteúdo pictórico das cenas. Por vezes, os atores não nos impedem de fugir do inferno… Mas, repito, quem quer habitar a dor infinita? Quem nos pode raptar o pensamento e condená-lo eternamente? E esta também é a interpelação que o espetáculo nos deixa e fica guardada, nas entranhas, até reconquistarmos a liberdade depois do “inferno”, o inferno de Dante ou o nosso…
Em comunicado, Woody Allen desafia o público a acompanhá-lo numa “jam”. Espera-nos muito mais que música. Como se fosse pouco…
A noite augura-se épica e inesquecível.