A moral desta história, se é que é válido extraí-la, é a queda paradoxal da ideia separatista, e a necessidade de cooperação e do amor (de qualquer tipo), irmandade e/ou humanismo para potenciar evolução, sem fronteiras ou nacionalidades…
No espaço Maus Hábitos, em noite de aura romântica, definitivamente fomos brindados com as “piores” companhias: um ambiente tranquilo, muito pacífico e agradável recebeu Sambado e a banda. Se a Maternidade deste homem a sério já vai longa, que se prolongue por tempo indeterminado.
Nora: A Doll´s House, adaptação da Casa de Bonecas de Ibsen pela vencedora do prémio Olivier, Stef Smith, estreou em março do ano passado em Glasgow no Citizens Theatre, na sua temporada dedicada a peças cuja dramaturgia é escrita por mulheres. É no Young Vic, em Londres, que a peça volta a ganhar vida até …
Talvez ser-se único seja isso mesmo: ser apenas um número.
O texto é certeiro. Retrata esta meia dúzia de vidas de um modo sagaz e humano, deixando margem aos actores para conduzirem as personagens e ao público para se integrar e inteirar do que vê, sem manipulações ou maniqueísmos, o que não significa que seja neutral ou ambíguo.
“…este Alma retrata o direito a ser diferente, ser aceite e sobretudo a ser amado. Incondicionalmente. A ver o abismo e ser salvo, já no fio da navalha, no limite, bem como a verdade do teatro.”
Música de encontros e desencontros, manteve intacta a sua matriz introspectiva e nostálgica, convidando o desejo oculto finalmente segredado e a dança bem colada para cristalizar cada palavra e acorde.
A peça acaba e ficamos a meio caminho: sem o exercício lento da imaginação que a literatura proporciona (…), nem um exercício de criação teatral completo, onde somos confrontados com imagens imprevisíveis em torno objetos improváveis.
Luís Moreira identificou-se, de forma complementar, com a ideia de que o excesso de intelectualidade poderá constituir entrave no veicular de palavras e sentimentos…
Com uma carreira de cerca de dez anos, deram um concerto de inspiração soberba.