A Transfiguração da Fome não se lê: come-se. São setenta poemas em que se desbravam narrativas múltiplas, unidos por vários fios condutores. Se José Luís Peixoto, na sua nota introdutória, se lhes refere como um mapa, este seria porventura uma mapa de estações de metro: várias linhas que se cruzam em diferentes momentos, mas indo …
O meu nome é Bunda, Jaime Bunda! Este James Bond angolano, fã incondicional dos filmes e livros policiais americanos, é o herói deste Jaime Bunda e a morte do americano que, com imensa graça, nos envolve na investigação das circunstâncias da morte violenta de um cidadão americano residente em Benguela, que ganha proporções políticas preocupantes. …
Deixa-te de Mentiras é uma poética elegia aos amores vividos em segredo, a um homem vencido pela auto-repressão e à memória dos que desapareceram, mas também uma lembrança dos obstáculos à felicidade e à liberdade sexual…
…um poderoso retrato duma época determinante para compreendermos não só a Itália de hoje, mas também o mundo como o conhecemos…
Olga é um olhar sobre a experiência universal da guerra, de quem espera e de quem morre, assim como o retrato de uma mulher como espelho da condição feminina, das expectativas com que a sociedade a sobrecarrega, assim como as suas pequenas transgressões e atos de resistência.
A autora parece brincar com o tempo, e também com o papel convencionado para um narrador: mais do que apresentar-nos a narrativa na 1ª pessoa, ela vai-se desvelando de dentro do próprio pensamento de um par de personagens fascinantes.
“A Vida Sonhada das Boas Esposas” não é, de modo algum, um livro simples. Antes se mostra extraordinariamente profundo na mensagem que pretende transmitir e que encontra eco, se não no todo pelo menos em parte, no viver e no sentir de cada um de nós.
Num plano mais profundo, a prosa de Ana Teresa Pereira recorda-nos o poder paralisante do condicionamento a que a mulher está sujeita praticamente desde a primeira inspiração.
A escrita de John le Carré não mudou, é fluída e competente. Se algo aconteceu ao longo dos anos é que, aos 88 anos, se sente mais livre para soltar a mordacidade e exprimir de forma clara as suas posições políticas, tornando a sua escrita mais divertida.
Um “estorvo” altamente bem conseguido que nos perturba, mas que nos deixa com vontade de iniciar ou simplesmente não cessar a viagem.