A Banda – Nádia e Tiago Albuquerque (Alfaguara, 2017)
Fechamos os olhos. Ouvimos a música. Sonhamos. Podemos tudo. Abrimos os olhos.
E no meio da nossa impotência, ficou a centelha de termos podido tudo, enquanto a Banda passou.
Fechamos os olhos. Ouvimos a música. Sonhamos. Podemos tudo. Abrimos os olhos.
E no meio da nossa impotência, ficou a centelha de termos podido tudo, enquanto a Banda passou.
O género é assim entendido como uma simulação, que, ao ser encenada todos os dias em espaços domésticos e públicos por homens e mulheres, torna-se numa norma hegemónica que domina todos os aspetos da vida diária…
“Os três amigos são cada um de uma aldeia diferente, e existe entre eles aquilo a que hoje se chama de poliamor. Ossi é um pescador (“um arpoador”), Aurora é da aldeia, e Ira é ribeirinho. Num contexto de vidas duras, todos têm passados calejados…”
O eixo comum deste conjunto é o que o próprio título indica: homens que não têm mulheres, solteiros, divorciados, viúvos, e que assim se fazem solitários.
O primeiro volume desta trilogia de Javier Marías revela um conhecimento profundo sobre a natureza humana, traduz um autor atento, observador, estudioso, um catedrático no Homem e nas suas imperfeições, lança as fundações do que promete vir a ser um envolvimento num verdadeiro romance de espionagem
Ao longo do relato feito no livro, descobrimos o objectivo da operação, todos os seus detalhes e o porquê de a verdade ter sido escondida, permitindo-nos imaginar como seriam e como funcionariam os serviços secretos britânicos na altura da Guerra Fria.
Mas continua nessa fatalidade do quotidiano em busca daquele raio de luz que consiga rompê-lo, criar beleza a partir dele.
São 173 páginas onde sobressai a ideia de fatalidade do que é básico.
Se o estilo de vida tão pouco tradicional fará de Else uma mãe diferente das outras, já a inércia perante o avanço da história na Alemanha será comum a todos os judeus do círculo em que se movia.
Ao ler o livro de Leïla Slimani, lembramo-nos do brutal Shame de Steve McQueen, com a diferença de o livro nos apresentar o vício sexual de uma mulher, algo raramente visto, e tentado, a nosso ver, de forma falhada no gratuito Ninfomaníaca de Lars von Trier.
Diremos que Lampedusa tem o dom de, sem excessos de linguagem e sem prolixismo, escrever pessoas, lugares com gente dentro.