Teresa – L. C. Amaral e M. J. Barroca (Temas e Debates, 2020)
“sem deixar de ser acessível ao leitor não especializado, Teresa – A Condessa Rainha não abdica, nem do rigor, nem da exigência.”
“sem deixar de ser acessível ao leitor não especializado, Teresa – A Condessa Rainha não abdica, nem do rigor, nem da exigência.”
Não me peçam que devolva ao ramo a folha caída a árvore do jardim da cidade não a aceitaria Aquilo nem é um jardim é um parque Aquilo nem é uma árvore é um toco E não foi uma folha que caiu só um pedaço de papel escrito com a tua caligrafia. …
ser êxtase e verso encerrando a quadra.
A Transfiguração da Fome não se lê: come-se. São setenta poemas em que se desbravam narrativas múltiplas, unidos por vários fios condutores. Se José Luís Peixoto, na sua nota introdutória, se lhes refere como um mapa, este seria porventura uma mapa de estações de metro: várias linhas que se cruzam em diferentes momentos, mas indo …
Sobrevalorizado no gozo sempre foi o falo. Um homem que domine bem a língua, em ambos os sentidos, precisa pouco de se preocupar com a eficácia ou a beleza do seu falo. As damas, e os cavalheiros que também apreciem, conquistam-se pelo uso da boca. Digamos que o falo diverte mas não conduz ao …
O meu nome é Bunda, Jaime Bunda! Este James Bond angolano, fã incondicional dos filmes e livros policiais americanos, é o herói deste Jaime Bunda e a morte do americano que, com imensa graça, nos envolve na investigação das circunstâncias da morte violenta de um cidadão americano residente em Benguela, que ganha proporções políticas preocupantes. …
Agora que todos os dias são Domingos Que não passam nunca Interminável inventário de horas da mais longa espera em que se sabe que tu não vens Agora que me caíste do bolso do casaco ou que ficámos esquecidas nalguma algibeira Que nos perdemos como se perdem todas as coisas caras e que nos frustra …
Conduzidos pela crueza da narrativa, somos confrontados com a invasão de uma implausível ternura para com os indigentes que nós mesmos atiramos para a marginalidade. Uma leitura absolutamente essencial.
Da obra de Sarah Kane ainda brotam girassóis.
Este texto deveria fazer um ponto prévio. Não para seguir o modelo de Apresentação do Rosto, com «Os Prólogos», mas para tentar que fosse mais claro o que se tentará a seguir. Não faltará quem questione, lamente, ou pior, que se volte a publicar um livro que não foi reeditado em vida do seu autor. …