À Isabél Zuaa, à Cleo Tavares e à Nádia Yracema o meu muito obrigado por nos convocarem para este encontro, por nos proporem esta aliança e por nos convidarem para um outro futuro. Esperemos, desta vez, estar à altura da vossa generosidade.
Castro de António Ferreira é apontado como um dos textos seminais da cultura portuguesa. Não obstante a distância temporal que dele nos separa, a importância que o mito de Pedro e Inês ainda assume nas nossas vivências culturais (e porque não?, quando tantas são as obras que dele derivam) talvez esteja na origem da decisão …
Experiência arriscada e a espaços compensadora, esta em que o teatro se estilhaça em monólogos e diálogos curtos, com a dissolução do todo dramático tradicional, substituída pela evocação das virtudes e possibilidades de um espectáculo por cumprir.
A Teatro Nacional 21 criou O Corpo de Helena, um espectáculo experimental em que toma o texto homónimo do escritor, poeta e dramaturgo Paulo José Miranda (…), para o submeter aos rigores e imponderáveis do confinamento e das novas tecnologias
Da obra de Sarah Kane ainda brotam girassóis.
Limbo é um espectáculo frágil, com uma forma muito aberta e flexível. Os performers já estão a deambular no espaço quando o público entra na sala, como se nunca tivessem saído daquele lugar sombrio.
Um trabalho de grande valia que, com parcos meios e detalhes de bom gosto, como a música original tocada ao vivo por Paulo Pires, consegue a proeza de desenhar os contornos essenciais de uma realidade ampla sem o paternalismo e o peso habitual do teatro mais político, optando pelo humor e a ironia para convidar o público a pensar o seu mundo.
Em palco na Sala Azul do Teatro Aberto, até ao próximo dia 1 de Março, encontramos o clássico de Hermann Broch A Criada Zerlina, protagonizada por Luísa Cruz, numa interpretação que lhe valeu os aplausos da crítica e um Globo de Ouro. A narrativa começa na total escuridão e decorre sempre na penumbra, onde Luísa …
Destaque para o belíssimo cenário e ambiência da sala estúdio, recriação do jardim, elementos naturais, bem como os figurinos, o texto na sua excelente tradução, os efeitos sonoros e a encenação de Bruno Bravo, que une todos estes factores…
Romeu e Julieta pertencem a um imaginário demasiado romantizado, aqui hábil e inteligentemente desmantelado. Sobram espaços vazios para o espectador preencher.