Entre cenas, sentimos o coração acelerado, a respiração alterada e somos genuinamente arrastados pela vivência do medo. Tal qual como num bom filme de terror, obrigamo-nos a relembrar a espaços de que tudo é afinal representação, que o que se apresenta à nossa frente é um palco, que são actores… e que actores!
“O Resto Já Devem Conhecer do Cinema é tanto uma peça política, quanto uma inspecção implacável da alma humana, motivo pelo qual se pode dizer que o seu fulcro é uma tentativa de entender a luta pelo poder, mas também um esforço para perscrutar os recantos mais obscuros do que significa ser humano.”
” Uma excelente iniciativa da Câmara Municipal de Gondomar e um bom começo para um projecto que se quer continuado e em crescendo por muitos e bons anos. “
“O luto é uma criatura que se domestica, alimenta e nutre durante o longo processo de cicatrização; e, quando finalmente é possível, se liberta.”
“A “forma de sentir” desencadeada foi abaixo da média, bem próxima da inércia tão contrária ao espírito de toda a obra do Gonçalo M. Tavares.”
“Esta versão é altamente recomendável, uma peça para todas as idades, feitios e disposições, para ver sozinho, em família ou com amigos. Quem não viu, apresse-se.”
“Como queremos nós ver a vida e, sobretudo, como pretendemos levá-la?”
“Enquanto que qualquer personagem vê todos os seus traços e conflitos previamente definidos, o ser humano é uma entidade em constante transformação e evolução.”
“Abraçamos a crítica através da analogia com o fascismo, mas repudiamos veementemente a performatividade das palavras antológicas de Celan – “leite negro da madrugada/bebemo-lo ao entardecer (…)” – através de urina recebida, com prazer, pelo perpetrador. “
“Se a peça nos fala da troca dos sonhos pela rotina, do esmorecimento das tragédias pela sua conversão em quotidianos vulgares, de vidas sem história que a História já deixou para trás, e afinal do que é a felicidade, revela-nos também (e sobretudo) aquilo de que o teatro é capaz, quando se trata de verdadeiro Teatro!”