O Teatro Nacional São João festejou 99 anos no passado dia 7 de Março. A efeméride não foi deixada ao acaso e a deixa foi aproveitada para apresentar à cidade o ambicioso plano para os festejos do centenário e para a próxima década. A dezena parece ser o número da sorte para o TNSJ, porque …
“um diálogo duro mas bem temperado, traduzido por actuações intensas e generosas de Daniel Silva e Diogo Freitas.”
“Estávamos a contar com uma peça estranha, pois estranho é o próprio romance de Boris Vian. E entendemos que, como o fez Vian ao leitor, quis Nunes desestabilizar o seu espectador. Mas não podemos dizer que tal foi conseguido com a mesma taxa de sucesso. Enquanto no romance de Boris Vian encontramos um confronto entre realidades dicotómicas e inversas, nesta peça infelizmente o espectador encontra apenas a vertente mais negra…”
“O desencanto perante a vida, único elo entre os seis personagens em estágio mais ou menos semelhante de balanço entre o que viveram, o que são, e qual a fé, ou ausência, que os move, poderia, a nosso ver, ter resultado em algo mais apelativo e que não sobrevivesse somente à custa do enorme mérito de quem dá corpo e voz às personagens e também, porque não, à memória do incontornável Dostoiévski.”
“A contracena é impecável entre Winnie e Willie. Cucha Carvalheiro e Luís Madureira constituem a imagem perfeita de um esboroar que se dá diante dos olhos do espectador. Ou que se deu desde sempre?”
By heart é uma experiência memorável.
O medo é, como em outros tempos, latente. A fera na selva, não contando uma história, é o medo em pequenas frases.
Felizmente foi a peça Teoria das três idades a encerrar a trilogia dos recém nascidos.
Quando um texto mal alinhado nos leva ao amor, então a desgraça está para vir.
Mnémosyne é, desta forma, um espetáculo curioso. Expõe as fragilidades da experiência in loco, tão em voga, e da cultura obsessivamente testemunhal em que vivemos.