Istambul Istambul – Burhan Sönmez (D. Quixote, 2019)
Istambul Istambul é uma obra de leitura obrigatória, sublime nas palavras, irrepetível no poder da mensagem.
Istambul Istambul é uma obra de leitura obrigatória, sublime nas palavras, irrepetível no poder da mensagem.
Ainda bem que esta obra é coletiva, porque o mundo de personagens que dela resulta é um planeta inexplicavelmente interessante de liberdade.
Até ao descer do pano, tudo se manterá suspenso do drama que o romance monta e daquele que as personagens têm de viver e representar. Orgulho e amor do outro, amor-próprio e altruísmo, afecto ou repulsa, mais não podem ser do que ângulos, facetas de um mesmo sólido: a vida. Vida que equivale ao teatro. E vice-versa.
O centro da argumentação do autor localiza-se (…) na defesa de que o liberalismo foi um projecto fracassado e que a revolução não foi exactamente liberal.
Peter Brook tenta um malabarismo entre a sua experiência pessoal e a delimitação dos critérios mínimos para que determinado espectáculo possa ser chamado de Teatro.
De Nápoles ninguém se pode ir embora. Pode emigrar para a Austrália, passar a ser criado de cangurus e lançar o laço, mas carrega essa origem como um emblema.
A Companhia das Letras traz-nos este livro em que Afonso Cruz nos obriga a mergulhar na nossa humanidade, nos mais elementares conceitos do Bem e do Mal, na reflexão sobre a felicidade e o amor.
É deste misto de coloquialidade e escrita detalhada, plena de trabalho criativo, que vive este livro de estreia, anunciando uma voz literária em português que ainda nos vai trazer muita felicidade.
A narrativa é construída no espaço liminar entre o silêncio que emudece e o momento em que as personagens parecem estar prestes a falar, a agir, ou até a morrer, o momento em que deixam de ser “uma ilha pequena, sem arquipélagos, e à volta o oceano desconhecido e um nevoeiro tão denso” (72).
…o ponto mais forte deste livro é, sem dúvida, a qualidade das descrições. O ambiente é soturno, com pouca ou nenhuma cor, sombras carregadas e um sfumato constante ligando tudo.